sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Atlético vende Lucas Pratto
Embora ainda não tenham anunciado nada oficialmente, São Paulo e Atlético já possuem um acordo para a venda do argentino Lucas Pratto. Os valores corretos permanecem em sigilo, como de praxe se tratando da diretoria alvinegra, mas o presidente Daniel Nepomuceno afirma que é a segunda maior transação da história do clube.
O atual camisa 9 da seleção argentina chegou ao Atlético em 2015 para substituir Diego Tardelli. Já no primeiro ano, conquistou o título mineiro e caiu nas graças da torcida por conta do seu estilo de jogo com mais raça do que técnica e categoria. Mesmo com seu jeitão desengonçado, o Urso marcou importantes gols, incluindo aqueles que fizeram o Atlético tentar o título nacional e terminar a temporada como vice.
Lucas Pratto era o nome do time em 2015. Seus gols enchiam a torcida de esperança. Se não fosse a insistência de Levir Culpi em negar a necessidade de reforços, talvez a nossa sorte teria sido diferente. Me recordo principalmente de um jogo contra o São Paulo, no Mineirão. Foi a melhor partida do Pratto no Atlético, com direito aos três gols da vitória de 3 x 1.
Mas o time perdeu a força e a chama do atacante também diminuiu.
Parecia que ele não permaneceria na equipe em 2016. Especialmente depois de uma Libertadores ridícula, na qual, mais uma vez, o Atlético depositou todas as suas esperanças em cima do jogador, que vivia fase irregular. Não sei dizer se o esquema de jogo não favorecia o estilo de Pratto, mas comecei a perder a impressão de que ele era o nome mais forte do elenco. Não era. Nem fodendo. A jogada final do time na Libertadores (eliminação para o São Paulo) explicitou que Pratto não era a solução, do jeito que já havíamos encontrado em Marques, Tardelli ou Ronaldinho, dadas as devidas proporções. Pratto é jogador pra somar, não pra resolver.
Com a contratação do Fred, até estranhei que o argentino tivesse continuado no time. O Atlético, no papel, tinha o ataque mais forte e completo do Brasil. Fred, Robinho, Pratto, Luan, Clayton, Carlos. Mas fracassou na temporada por conta de uma escolha equivocada com Diego Aguirre no cargo de treinador. Com a chegada do técnico Roger, muito foi falado da dificuldade de Fred e Pratto serem escalados juntos e isso apenas aumentou a vontade do jogador em ser negociado.
Sim. Vamos lá. Era uma necessidade da diretoria negociar o jogador, mas prevaleceu a decisão do próprio Lucas Pratto em ser negociado. Ele já disse que não iria para a China e como a janela europeia se fechou, restou apenas o mercado nacional. O São Paulo vai desembolsar uma pequena fortuna e o Atlético ainda terá direito a 20% do valor de uma futura negociação. Considerando que o time paulista vende seus jogadores por valores astronômicos, é bem capaz do Atlético receber mais que o valor pago inicialmente no contrato feito no final de 2014. Ou seja: a diretoria está de parabéns pela sabedoria de ter feito negócio.
Ídolos fazem falta porque alimentam os nossos sonhos por dias melhores, mas nenhum deles vale mais do que uma boa gestão.
Comprado por R$ 13 milhões, Lucas Pratto será vendido por R$ 33 milhões. Façam as contas e pensem se valeria mais a pena manter alguém insatisfeito ou ter dinheiro em caixa para manter o elenco pro ano que vem e contratar reforços pontuais...
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