quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ghostface no Horto

Caiu no Horto, tá morto.

Até o Diego Tardelli entrou no clima da festa e tuítou a campanha da torcida alvi-negra para todo mundo comparecer usando a máscara do psicopata do Pânico.

A PM quis proibir, mas voltou atrás. Imagina a cara dos adversários...

Rodada 1: Coritiba 2 x 1 Atlético


Acompanhar o Campeonato Brasileiro sem ter a garantia de assistir aos jogos do seu time é um problema. Cogitei passar no mesmo bar da depressão em que vi Tijuana x Atlético, só que seria a comprovação da doença em nível crítico. Sem muitas opções, acabei ficando em casa mesmo e encarei a transmissão pirata pelo computador. Que tortura.

O Tardelli marcou o primeiro gol. Parecia que a vida seria bonita, mas o puto do Deivid acabou com a minha alegria. Um empate estava bem lucrativo, só que a beleza da vida sorriu para o outro lado aos 46 minutos. Cacete de agulha. Tinha anos que o time não começava um Brasileiro perdendo. E o pior foi que o time rival jogou bonito e goleou o Goiás.

Campeonato promissor.

domingo, 26 de maio de 2013

Despedida do Neymar

Em 2010, quando Neymar e Ganso eram os destaques do "imbatível" time do Santos, admito que sequer sabia quem eram esses jogadores. O Atlético estava bem na Copa do Brasil e surgiu a oportunidade de ir ao Mineirão assistir ao confronto contra a equipe santista pelas quartas de final da competição. Lembro de ter ouvido diversos comentários: "Sorte do seu time é que o Neymar não vai jogar". E minha resposta era apenas: "quem?". Não era uma tentativa de ser irônico ou diminuir o adversário, era apenas ignorância mesmo. Sou atleticano, não boleiro.

Na ausência do Neymar conheci o futebol do Ganso. Fiquei feliz pela defesa do time ter anulado qualquer tentativa ofensiva do jovem, mas não foi o suficiente para impedir o Santos de marcar dois gols que seriam muito importantes para a sua classificação no jogo seguinte. O Atlético marcou três. Ao lado dos amigos Tiago, Jesse, e sua ex-esposa, vibrei muito. Os três gols do Diego Tardelli tiveram sabor especial, pois tanto o Tiago quanto a ex-esposa do Jesse eram cruzeirenses e foram abraçados por um sujeito bêbado (sempre tem) super feliz.

Mas na semana seguinte, precisamente no dia 5 de maio, eu conheci o Neymar. Ele não destruiu do jeito que imaginava, mas deixou o dele e o Santos venceu facilmente por 3 a 1. Numa final inédita contra o Vitória, o Santos foi o campeão daquele ano, e em 2011 venceria a Libertadores e seguiria para o vexame contra o Barcelona, no Mundial de Clubes. O ano de 2010 marcou a consolidação de um dos últimos ídolos do futebol brasileiro e uma atitude inédita até então. A diretoria da equipe rejeitava ofertas e segurou o craque até o dia 25 de maio, de 2013. O jovem Neymar realizará seu sonho de defender o Barcelona.

Na partida válida pela 31 rodada do Brasileirão de 2012, quando o Atlético estava em alta e ainda correndo atrás do Fluminense na ponta da tabela, o jogador marcou um dos gols mais bonitos do campeonato. Ele havia acabado de voltar de uma longa viagem de 20h após um amistoso do time da CBF, ou seja, não estava nas suas melhores condições físicas, mas mesmo assim deixou a defesa inteira do Atlético no chão e marcou um golaço. O Atlético empatou depois, num jogo marcado por duas contusões sérias (Rafael Marques e Bernard) e que poderia muito bem ter acabado com vitória mineira.

Outra jogo memorável do Neymar foi contra o Cruzeiro, no Independência. Foram três gols na vitória por 4 a 0, no ano em que tudo indicava que o time azul seria rebaixado, com direito a receber aplausos da torcida. Verdade seja dita, parte dos aplausos eram de ironia por conta da péssima campanha dos Smurfs, mas havia uma parcela do público que se rendeu ao talento do jogador.

Foram semanas de negociações, especialmente após a pressão causada pelas eliminações na UEFA, e o Barcelona colocando o dinheiro na mesa. Os catalões tinham a concorrência do Real Madrid, mas prevaleceu o desejo do jogador em poder atuar ao lado de Lionel Messi. Um excelente negócio para o Santos, que se esperasse mais tempo poderia ficar chupando o dedo: o contrato do jogador venceria no começo de 2014, quando ele poderia se transferir sem render um centavo para os santistas.

O último jogo do Neymar com a camisa do Santos foi contra o Flamengo, pela primeira rodada do Brasileirão. Os torcedores das duas equipes ainda devem se lembrar do épico duelo acontecido em julho de 2011, quando o placar ficou 5 a 4 de virada para o Flamengo, na época defendido por Ronaldinho Gaúcho.