Hoje, dia 10 de outubro, marcando a 29 rodada do Campeonato Brasileiro, fica claro que o Clube Atlético Mineiro, aqui conhecido como meu ex-time, terá muitas dificuldades se quiser tentar realizar o sonho dos torcedores do time. Acredito que a vontade do Ronaldinho Gaúcho de ser campeão seja forte o suficiente para mobilizar todos os companheiros, mas o futebol brasileiro nunca é e nunca será decidido apenas dentro das quatro linhas.
Cheguei em casa com tempo de pegar o começo do segundo tempo de Bahia x Fluminense, time pelo qual sou obrigado a ter certa simpatia por causa da patroa. Vi o time de Salvador pressionando e tentando o seu gol para justificar a fama de carrasco dentro do seu próprio estádio, o tal do Pituaçu, que já havia sido palco de um dos jogos mais horrorosos do Atlético na temporada. Não demorou muito e o Fluminense marcou o primeiro gol. Gritei "porra, time desgraçado" e saí da sala. Voltei logo em seguida, com uma Heineken gelada nas mãos, e comecei a apreciar o jogo. Pensei que o Bahia teria forças para se recuperar, mas o que vi foi o segundo gol do time carioca, líder isolado do Brasileirão 2012.
Decidi tomar meu banho, me preparar para o jogo que realmente interessa, e dei foda-se para o placar. Pelo que vi, com a sorte e oportunismo do Fluminense, achei a vitória justa. "Vai lá, que se dane, meu ex-time nunca levantará uma taça, mas pelo menos o Fluminado fez por merecer." Até que descobri sobre o gol anulado do Lulinha, jogador do Bahia. Porra, arbitragem. Vocês deveriam pelo menos disfarçar.
Como se não bastasse a blindagem em torno do Fluminense (que agora não merece porra nenhuma - independente de ser apenas uma "vítima" dos esquemas da Globo e da CBF), o R49 foi suspenso e o setor jurídico do Atlético não conseguiu o efeito suspensivo para o jogador entrar em campo no difícil confronto contra o Internacional, em Porto Alegre. Deveria ser o suficiente criar nove pontos de vantagem para o segundo colocado, mas eles querem afundar o maior time de Minas Gerais. Só a vontade do craque em conquistar um dos poucos títulos que faltam no seu currículo é pouco.
Agora é a hora de assistir ao jogo. E continuar a contagem regressiva.
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