O Atlético sabia. Os torcedores sabiam. Até eu, que não amo mais, sabia que o jogo seria complicado até mesmo pelo longo tabu de 26 anos desde a última vitória do time jogando no Beira Rio. Aliás, o Internacional costuma ser uma pedra no sapato há muito tempo e foi um alívio a vitória na primeira rodada. Não foi por acaso, pois o time mineiro atual é muito superior ao Colorado, que manteve a risca e fuzilou o Atlético por 3 a 0.
O jogo começou perdido. Primeiro pela ausência do goleiro Victor (fazendo média no time da CBF), do craque Ronaldinho Gaúcho (punido por uma entrada no atacante Kléber, também conhecido como o jogador mais leal do futebol brasileiro), e dos volantes Pierre e Leandro Donizette. Segundo, pela ajuda da arbitragem no jogo de Bahia x Fluminense, que depois de um gol anulado de maneira injusta, o tricolor carioca colocou nove (N-O-V-E) pontos na frente do segundo colocado.
Como já havia acontecido antes, o time do treinador Cuca sofreu com a ausência do cérebro do time. O meu ex-time não entrou em campo. Os 11 jogadores que vestiam o manto alvinegro correram de um lado para o outro sem saber o que fazer com a bola e protagonizaram um péssimo jogo, ao lado dos outros 11 que representavam o Internacional. Disputas feias, falta de toque de bola, o meio campo das duas equipes estava sem criatividade para desenvolver jogadas e parecia que estava todo mundo chateado com a vitória do Fluminado. O resultado final, construído no segundo tempo, pode muito bem significar o velório do Atlético, caso o Fluminense não perca seus próximos jogos e o hino do clube mineiro não seja levado ao pé da letra.
Felizmente, o goleiro Giovani fez uma boa partida. Quase me fez jogar a garrafa de cerveja na televisão quando rebateu uma bola quase que para dentro do gol, mas impediu um gol feito do ataque colorado. Levou três gols sim, só que foram bolas de jogo e que nem mesmo o grande Victor teria pegado. Jô perdeu um pênalti, que significaria apenas o empate em número de gols do atacante com o jovem Bernard, que fora um chute de cobertura na primeira etapa, não produziu absolutamente nada.
O próximo jogo é contra o Sport, no Independência. Se os Deuses do futebol estiverem com o Atlético, uma reviravolta começará na próxima rodada. Só que não.
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